“Assim como existe uma multitude de criaturas na Terra,
pode haver outros seres, mesmo inteligentes,
criados por Deus. Isto não contradiz nossa fé,
porque não podemos impor limites à livre criatividade de Deus.”

Reverendo Jose Gabriel Funes
Astrônomo e diretor do Observatório do Vaticano

 

Passado mais de um século, muitas pessoas ainda veem sob o ponto de vista católico apostólico romano as manisfestações ocorridas num semestre em Portugal em 1917, envolvendo os primos pastores Jacinto, Lúcia, e Francisa, como um dos milagres endossados pelo Vaticano. Por isso mesm é com certa cautela que devemos abordar este tema nos dias atuais, querendo entender a mente das pessoas recém chegadas no século XX, sob o impacto da Primeira Guerra Mundial e a Revolução Comunista.

Deixaremos de nos ater aos controvertidos e difundidos “Segredos de Fátima” por entendermos que não cabe no momento, contudo faremos uma abordagem direta numa correlação, que não é inédita de nossa parte, entre a manifestação de uma entidade alienígena e seres terrestres.

Existe uma série de fatores ligados ao encontro das crianças na Cova da Iria, local onde ocorreu a visão do ser, um pouco distante de onde hoje existe a Igreja de Fátima, que nos levam a acreditar que na realidade ocorreu um fenômeno bizarro e assemelhado a tantos outros no campo da Ufologia. Porque, se quisermos aceitar que o astro celester (Sol) desceu docéu, para se aproximar de uma multidão, entre nuvens carregadas de chuva, e iluminou a Virgem Maria, é querer tampar a mesma estrela de quinta grandeza com a peneira.

Por analogia, como se estivéssemos diante da investigação, procederemos analisando o evento, as pessoas envolvidas, a interpretação de “testemunhas oculares”, baseadas nos vários registros feitos na Igreja Católica e jornais da época.

O Fato

Lúcia, a mais velha das crianças, repassou para os pais e pessoas de sua cidade que a aparição da entidade se repetiria entre 13 de maio de 1917 até o dia 13 de outubro do mesmo, como lhe fora previsto, e assim se passou. Muito embora as centenas de pessoas que acorreram ao local das aparições declararam aos jornais que jamais presenciaram a entidade que as crianças apontavam e mencionavam. Outras afirmavam ver e se prostavam de joelhos perante a aparição.

No campo da Ufologia, temos relatos de avistamentos de UFOs sem que haja a participação visual de outras pessoas presentes ao acontecimento, embora haja a afirmação de algumas que descrevem o UFO.

Segundo o relato de Lúcia: “Andávamos a guardar as ovelhas. Fazia sol. Houve um relâmpago e… apareceu a Senhora. Também se ouviu como um zumbido de abelhas, e a entidade brilhava mais que o próprio Sol.”

Esta declaração espontânea foi uma das primeiras citadas por Lúcia quando repassou ao vigário de sua paróquia.
Apenas no intuito de não perdermos nosso enfoque, mencionaremos um caso ufológico ocorrido em 11/10/1973 em Pascagoula, Estado do Alabama.

Charles Hickson, 45 anos de idade, e Calvin Parker, 19, pescavam à margem do rio Pascagoula quando notaram a presença do UFO, emitindo uma luz azul brilhante e um ruído semelhante ao das abelhas. As demais testemunhas ouviram um ruído que lembrava um trovão.

O aparte acima visa sobretudo manter certa coerência com o relato de Lúcia para confirmarmos nosso ponto de vista.
Ainda segundo Lúcia a entidade dirigira-se a ela fazendo um pedido: “Façam aqui uma capelinha. Sou a Senhora do Rosário.”

Mas uma vez somos obrigados a decifrar o verdadeiro sentido da mensagem endereçada à jovem Lúcia. O termo rosário é sinônimo de Capela, Terço ou Flores ao redor. O símbolo tem o significado, na cultura ocidental com a Deusa Vênus (deusa mãe), o planeta Vênus (Stella Matutina) e se relaciona na crença popular com a Virgem Maria, o símbolo gráfico na medicina para o sexo feminino (cromossoma da fêmea), e, ainda, tem relação com o deus mexicano Quetzalcoalt, um ente analisado pelos

Ufólogos devido à grande diversidade de dons da cultura do México, frequentemente retratado na TV – History Channel como um ente ligado aos alienígenas.

Quanto à referência da palavra “capela”, este detalhe nos remete ao livro de 1949 de autoria de Edgard Armond, no qual o autor defende a tese referente à fuga de 25 bilhões de espíritos que teriam sido banidos para a Terra. Eram oriundos de Alpha Aurigae, estrela da constelação de Auriga que também é chamada de Capella.

A comunicação, qualquer que seja, deve sempre levar em conta o emissor e o receptor, que precisam estar na mesma sintonia de entendimento.

Quando nos referimos ao planeta Vênus várias associações nos ocorrem na Ufologia, desde os primórdios de George Adamski, e, posteriormente, o suiço Billy Meier. Existem outros casos de contato onde o planeta de nosso sistema solar é mencionado com certa regularidade pelos alienígenas como o centro de morada.

O clero se viu logo envolvido devido à seriedade e insistência das crianças e ao impacto na população. Quando o poder da igreja se abateu sobre Jacinto, Lúcia, e Francisca, cujos pais não sabiam como lidar com as declarações das mesmas, as transformaram em vítimas de todo tipo de crendice, para as expor ao ridículo e deboches. Era uma forma conhecida desde a Inquisição que funcionavam para silenciar as pessoas, devotas ou não.

Se o Vaticano na época tinha um conhecimento da vida extraterrestre que formavam fatos pouco ortodoxos ocorridos na civilização terrestre, como alguns autores e pesquisadores afirmam, sabia que deveria tomar precauções para impor dogmas para não perder o controle da situação.

Sabemos ser do conhecimento do clero e estudiosos as citações de 2.600 anos atrás na Babilônia: “Olhei e vi… uma nuvem espessa acompanhada de um clarão e uma massa de fogo resplandecente à volta; no meio desta, via-se algo semelhante ao aspecto de um metal resplandecente.”

Ou ainda outro testemunho mais contundente, a declaração do filósofo romando Cícero em 50 A.C.: “Quantas vezes não pediu o nosso Senhor aos dicênviros para consultarem os oráculos (…), quando se viram 2 sóis, ou quando apareceram 3 luas, e línguas de fogo foram assinaladas no céu, ou naquela ocasião, quando o Sol nasceu de noite, e ruídos foram ouvidos no céu e a própria Lua pareceu brilhar, notando-se estranhos globos no céu.”

Uma das primeiras ações da Igreja foi interrogar cansativamente as crianças, em separado, para compor um desenho do que deveria oficialmente ser reconhecido como a Virgem Maria.

Tanto Lúcia como Francisca admitiram, ao serem apresentadas ao retrato pintado da Senhora, que “A entidade deveria medir 1,20 m de altura, muito magra, e mantinha em suas mãos algo muito brilhante, e nada tinha de parecido com o desenho.”
A Igreja já vinha aceitando em várias obras, pintadas ou esculpidas, o halo ornamentando o redor da cabeça dos santos, bem como o coração exposto e brilhante da Virgem Maria e o Senhor.

Esta definição e estranheza por parte da meninas encontra na Ufologia relatos de seres alienígenas que pareciar estar segurando uma esfera luminosa ao se apresentarem aos contatados, e se comunicavam através dela. No mundo de hoje, a Apple Store tem um aplicativo no qual se pode falar num idioma, e o som que sai é na língua com que se está falando.

Sabe-se, por pequisas em jornais da época, que dois senhores portugueses, chamados de Sr. S. e Sr. E.L., debochavam da crendice popular e não aceitavam os comentártio do “milagre das aparições.” E decidiram fazer uma viagem a Fátima. Em dado momento, a gasolina que levavam no carro, à guisa de suprimento, se incendiou sem motivo aparente, uma combustão espontânea. Chovia bastante, como era costume nos dias das aparições. Eles conseguiram debelar as chamas, e, quilômetros adiante, o pára-brisa se fez em milhares de pedaços. A capota do carro foi arrancada. Nada podia servir de explicação para os fenômenos, todavia serviu para apaziguar o temperamento jocoso daqueles senhores.

O cinema e vários acontecimentos ufológicos fazem conexão com este tipo de evento com a intervenção de uma nave extraterrestre próxima.

Evidências Físicas

Pouco ou nada se falou de ações ocorridas no dia 13 de maio de 1917. Mas foram noticiados os seguintes acontecimentos físicos relacionados com as aparições, dando continuidade ao fenômeno, e que foram relegadas.
Em 1917, 1918, 1923 e 1924 foram vistos “flocos” de diferentes dimensões se desprendendo dos céus em Fátima, que desapareciam antes mesmo de tocar o solo.
Atualmente, o fenômeno tem a classificação de “angel hair” (Cabelo de Anjo).

Em 1957, “flocos” que produziam um sumbido, caíram de forma espiralada (enrodilhados) e sumiam rapidamente, ou ficavam aparente por algum tempo.

Em 1959, na cidade de Évora, Portugal, o fenômeno surgiu novamente. A análise dos fragmentos analisada em laboratório apresentou um fato muito interessante. Ao serem iluminados por raio ultravioleta pareciam ter vida.

Estudos em laboratório confirmaram que os chamados “Cabelo de Anjo” (Fibralvina), encontrados em outros casos ufológicos, são compostos dos elementose: sódio, carbono, hidrogênio, estanho, boro, cálcio e magnésio.

Em 12 de outubro de 1976, ocorreu a queda de “Cabelo de Anjo” na cidade de Sonora, Novo México, Estados Unidos. Ao ser levado para uma análise laboratorial, foi estudado por Dr. David J. Miletich, diretor do Laboratório de Pesquisas sobre Anestesia da Universidade de Chicago.

Os primeiros resultados da análise foram publicados no Inernational UFO Reporter, publicado pelo Galileu da Ufologia, Dr. J. Allen Hynek em 08 de agosto de 1977). Nele, salientamos a repetição das características clássicas dos elementos químicos, bem como uma textura fibrosa, com sua estrutura filamentosa, alta dose de eletricidade estática, tendência de se agarrar ao solo e estar envolvida por substância ligeiramente viscosa.

Uma testemunha , comentou para um jornalista português, na época do fato:
“De um céu sem nuvens e com Sol radioso, de repente começou a cair sobre a Cova da Iria, a chuva de flocos brancos, de uma substância desconhecida.”

Lúcia escreveu em suas memórias, reproduzida pelo jornal O Mensageiro em 08/11/1917 o seguinte: “Os relâmpagos não eram propriamente relâmpagos mas, sim, o reflexo de uma luz que se aproximava. Por vermos esta luz é que dizíamos, às vezes, que víamos a Nossa Senhora, mas propriamente a Nossa Senhora só A dinstinguíamos nessa luz, quando já estava sobre a azinheira (pequena árvore da região).”

Testemunhas Oculares

Aceitarmos esta definição não é fácil!
Geralmente, as testemunhas oculares reportam dados complementares ou mais detalhados sobre um mesmo evento, seja ele qual for. As distorções nos relatos estão mais associadas à capacidade visual do que emocional das pessoas. No caso de Fátima, existe uma infinidade de depoimentos colhidos posteriormente pelo clero e a imprensa, que dão um sentido multidimensional ao que se passou na Cova da Iria. Para exemplificar, vamos reproduzir as declarações:

“Às 13 horas, as nuvens se tornaram numa massa muito densa e escura, dando a ideia de um eclipse. Neste momento, olhei para a multidão e tive a impressão de que era o Dia do Juízo Final. O rosto das pessoas próximas à Cova da Iria pareciam emagrecidos, compridos e amarelos. Então a nuvem negra se abriu, dividindo-se e, pela abertura, vimos o Sol brilhar, girando como uma roda de fogo.” Higino Faria declarou ao repórter norte-americano John Haffert em 1960 na Califórnia, onde passara a viver;

“O Sol não se via, encoberto pela nuvens, e ninguém diria que ele tornaria mais a aparecer nesse dia tão chuvoso…Às 13 horas em ponto… Via as nuvens correndo ligeiras deixarem o Sol a descoberto. Nuvens diáfanas, vaporosas, perpassavam!” Barão de Alvaiázere depondo no Processo Canônico de Fátima;

“Nuvens de fogo e sangue emergiram do Sol e outras eram amarelas… e a terra se tornou da mesma cor amarela e avermelhada.” Antonio Ramos Mira no Processo Vicarial;

“Aos olhos deslumbrados daquele povo… o Sol tremeu, o Sol teve nunca visto movimentos bruscos, fora de todas as leis cósmicas. O maior número de pessoas confessa que o Sol girou sobre si mesmo como uma roda de fogo de artificio.” Jornalista Avelino de Almeida.

Qualquer semelhança com um fenômeno ufológico é mera coincidência.
Existem dezenas de outros relatos que podemos avaliar, estudar e concluir que de fato houve uma interferência alienígena em Fátima. Um dos mais expressivos é que várias testemunhas, que haviam se molhado devido à chuva, em minutos ficaram com as roupas totalmente secas, principalmente as que estavam mais próximas da gruta.
Em adição a este fato, a tempestade sumiu da mesma forma com que surgiu: rápida e inesperada.
O que se passou em Fátima não é exclusivo. Existem outras manifestações mesmo em regiões de Portugal em séculos passados e outros países da Eurorpa. Citamos:

La Salette – A jovem Melanie, 15 anos de idade, escreveu ao Papa para narrar: “Santíssimo Padre, em 19 de setembro de 1846 apareceu uma Senhora, dizem que é a Bendita Virgem…”;

Lourdes – “Bernadette nunca deu à Senhora o nome de Santa Virgem no momento das aparições” – Depoimento do Padre Gros que interrogou e historiou as manifestações ocorridas na França;

 

Conclusão

Parece evidente existir, numa ocorrência secular, uma gama de fenômenos que envolvem uma atuação alienígena, que induz nossa humanidade para vir obedecer certos símbolos (Cruz, Rosário), e, através deles, mantermos um sentido de contato através de cultos e orações. São as bases para se formar uma religião. As ocorrências neste sentido, pelos séculos, são notáveis.
Recentemente, tivemos as “aparições da Virgem” na Iogoslávia. Em seguida, o país enfrentou uma guerra genocida. No Estado da Geórgia, Estados Unidos, após o aparecimento da Virgem ocorreu uma grande inundação. No Estado da Bahia, Brasil, a Virgem também foi avistada.

O fenômeno persiste e parece querer nos indicar um caminho para que se possa ter um entendimento ou respeito.
Em 1918, após os avistamentos em Fátima, aconteceu a Influenza Espanhola, que se espalhou pelo mundo e matou cerca de 100 milhões de pessoas.

Podemos acrescentar que existem curas médicas atribuídas à intervenção de alienígenas. A obra de Virginia Aronson “Celestial Healing: Close Encounters That Cure” (Curas Médicas por ETs) cataloga vários casos neste sentido.
Independente da raça, este tipo acentuado de indução tem se manaifestado de várias formas.
Salientamos a religião budista praticada na Tailândia há mais de 30 anos, chamada DHAMMAKAYA, que gemeu um templo no formato de um UFO que pode ser avistado a grande distância, cuja cúpula é formada por milhares de imagens de Budas dourados. Os membros desta religião, assim como os mestres, falam sobre alienígenas e afirmam que têm contato, através da meditação, com os mesmos.

Antoine Exupery, filósofo, escritor francês (autor de “O Pequeno Príncipe”) certa vez comentou: “Prefiro pilotar um avião do que ocupar minha mente com coisas sem importância.”
Creio que alguns dos seres que nos observam e fazem contato pretendem que ocupemos nossas mentes com valores mais humanitários, ao invés de ocuparmos com a violência, sob todas as formas, e atitudes mesquinhas no nosso cotidiano para com nossos semelhantes.

O tempo pode nos parecer longo, para os alienígenas pode ter conotação mais reduzida, Vale lembrar o conceito de tempo expresso por Einstein:

“Tempo não existe, é um conceito.”

Afinal, o que representam os contatos visuais, círculos ingleses (agroglifos), dos quais se tem um registro em 1678 na Europa – “The Mowing Devil,” as abduções (Roper Opinion declarou que cerca de 37 milhões de americanos foram abduzidos), as naves em formato de cruz (Imperador Constantino teve um sonho com uma cruz, e venceu a Batalha da Ponte Mílvia no verão de 312 D.C. ao ver surgir nos céus a mesma cruz), as visões de uma entidade feminina nos pede para formarmos uma civilização com amor pelo próximo e certas canalizações, se não pararmos com a atitude belicosa e egocêntrica de uma vez por todas.

Na última aparição de Fátima houve testemunhas que viram projetadas as imagens da Virgem Maria e o busto de Jesus Cristo no céu, o que demonstra a influência na formação religiosa, e pode representar uma forma de controle.
Se analisarmos a influência milienar dos alienígenas na Terra, na civilização suméria, egípcia, babilônica, grega, pode-se vislumbrar que moldaram os valores que seguimos, difíceis de serem entendidas e explicadas, mas exigem um dogma cósmico que ainda não sabemos interpretar, porque a agenda das raças alienígenas que nos visitam não foi esclarecida.

Por fim, devemos levar em consideração o alerta emitido pelo físico Stephen Hawking: “Tais alienígenas avançados podem talvez serem nômades, procurando para conquistar e colonizar planetas que possam alcançar.”

O planeta Terra emite sons para o espaço há centenas de anos. A quantidade de ruídos aumentou com o desenvolvimento da tecnologia comunicativa, isto é, bomba atômica e de hidrogênio, aeronáutica, emissoras de rádio e TV.
Se considerarmos as tentativas elaboradas por Carl Sagan, que produziu com a Universidade de Cornell 2 discos de ouro contendo sons e imagens selecionadas da diversidade de vida e cultura em nosso planeta, que foram lançados ao espaço nas sondas Voyager 1 e Voyager 2 em 1977; e a ativididade do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) que usa antenas para tentar captar sinais que venham do espaço e, ainda, enviam sinais para o cosmos para avisar aos possíveis alienígenas que “nós estamos aqui”, pode representar um risco, porque não temos ideia que espécie de seres estão sendo atraídos para nosso Planeta Azul.

Então, retornamos à crença de rezar para o Criador da Raça Humana para recebermos a proteção divina, pois nos fez à Sua Imagem e Semelhança.

René Martin

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